23.2.14

De volta a Alter

Depois de três dias na selva, tudo a que tenho direito. Inclusive arnica nos tornozelos, que parecem dois troncos, nos pulsos e pomadinha nos machucados da selva. Creme pelo corpo todo e tempo e condições para curtir uma make up básica. Blusinha shinny nova sair pra rua arranjadinha, de novo, aproveitar e ir abraçar um gostoso que tem tanto de charmoso quando de galinha. Preciso de eletrochoques...
A árvore de Natal de pneus de Alter, também há uma na ilha do amor. À noite, acesa, fica linda.
Maroni, 65 anos, carioca, foi para Alter quando decidiu que precisava de uma índia. Casou com ela, morou com duas mulheres e agora acho que está sozinho. Uma figuraça. 

Foi ele quem me contou como é o verdadeiro altar: Garrafa de chá ao meio, incenso numa ponta e Santa Maria na outra.

Filtro dos sonhos, com penas e pedras: mineral, animal e vegetal. Usado pelos índios para evitar pesadelos.  
O filho mais novo dos donos do Albergue da Floresta, Januário, dois anos, falava por sons.
Chegou a chuva e com ela os bichos. A Amazónia chora horrores a minha partida, chuva a sério só nas vésperas de me vir embora, e brinda me com zilhares de trevos de 4 folhas horizontais, duas a duas, pretos, que voam. Dizem-me que é o cupim já vi o que faz à madeira, é nojento. Cupim bom é cupim morto e eles não tem medo nenhum de nós, colam-se-nos à pele inclusive, um nojo.

A selva faz bem à desidrose.

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