28.10.12

Bienal 6

É muito comum querermos "o melhor" para nos podermos dedicar à arte. A melhor máquina, a melhor lente, a melhor estrutura, o melhor tempo... Muitas vezes, na grande maioria das vezes, para não dizer sempre, é apenas uma desculpa. A criatividade e o talento são inatos, não desprezando aqui a técnica, o que transmitimos é sempre o que nos vem da alma. E a alma é pura, não precisa de artefactos, de desculpas. Quem precisa disso é o ego... A Bienal espelha isso mesmo, que não precisamos, na grande maioria das vezes, de aparelhos sofisticados para nos conseguirmos expressar. 
Abaixo, estão os melhores exemplos disso, de como um monte de velharia pode ser usado em prol da arte, basta imaginação, vontade e disponibilidade mental para nos livrarmos do ego e nos entregarmos à vida que pulsa dentro de nós, à vida que não vemos, que não conhecemos, que está escondida, no inconsciente, fonte inesgotável de criatividade. 
Para mim um monte de velharia, para o artista uma oportunidade. 
É suposto ser um carrossel. É tão giro... A ver se peço uma foto destas à Camila, que entende do babado e que estava com máquina, e não com uma solução de recurso, como é o telemóvel.
Abaixo, o mítico brinquedo dos meninos europeus, um combóio elétrico, que tinha uns ferrinhos que iam batendo nas garrafas de água, com níveis diferentes, fazendo sons diversos. Quem nunca brincou com os dedos em volta de um copo de pé alto, mais cheio ou mais vazio, extraindo sons, que atire a primeira pedra. Imagino que o princípio seja o mesmo. O efeito do vidro colorido das garrafas tornava a peça ainda mais encantadora. 
É impressionante como na foto tudo ficou alterado. As cores dos líquidos, com o efeito da luz, não eram nestes tons, ficaram assim na foto, apenas. 
A obra e a fotografa :)
That's all, folks.


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