12.9.11

Marginals

Batera, Baixo Acústico e Tiago França. Seria assim se não fosse injusto para com o Tony Gordin e o Marcelo Cabral, o trio maravilha que na sexta-feira passada tocou, quer dizer, arrasou na Serralharia.

Amigo querido explica-me que eles não ensaiam, chegam e tocam, que, inclusive, o disco deles foi gravado assim. Eles chegaram e tocaram. Um segue o outro, o outro segue o um e vai. Imagino se ensaiassem. Que maravilha de show. Lembrei-me horrores do núcleo pobre da novela, que, tal como eu, sofre com a MPB em demasia e a falta de um beat básico, dancei, ou seja, mexi ligeiramente o quadril e o joelho, que aquilo era um show decente, mas não consegui mesmo ficar quieta, nomeadamente com os toques de bateria e a caipirinha que já me aterrava no bucho. Já tinha visto o Tiago França tocar duas vezes antes e concluído que para o sopro estava lá ele. Mas esta sexta foi melhor ainda, saxofonista de boca cheia e muito pulmão, eu diria. Sem fritação de músico, nada falhou. Entrosamento perfeito, música a entrar-nos pelos poros e a cair na alma que nem bálsamo. E eu não gosto assim tanto de jazz...

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