18.7.11

Soy Loca por ti América

Memorial da América Latina onde esta semana decorreu o 6º festival de cinema latino-americano de São Paulo. Só dei por isso ontem à noite. Mas ainda deu tempo de ver, tudo à borla, um documentário que caiu que nem ginjas e uma série de curtas argentinas. E quase que dava para acabar de ver a longa, mas já estava com os olhos um bocadinho vesgos e era meio tarde.
O Zeitgeist é uma realidade. incontornável...
De resto, o Memorial é um espetáculo, do aquiteto génio que tem um nome parecido com o miúdo do Santos que, se não se perder, vai ser a nova sensação da Seleção Brasileira.

Enquanto do outro lado do Atlântico a família esteve em festa, comemorando o terceiro aniversário do Joninhas e o x aniversário de casamento de papai e mamãe, deste lado do charco grande parte do fim-de-semana foi dedicado à troca de ideias sobre a dominação mundial, nomeadamente no que respeita ao cinema, com uma paragem básica num dos zilhares de Sushi da Liberdade e umas brejas avulsas na Praça Roosevelt, nomeadamente num bar giríssimo, com uma decoração genial que me apetecia trazer um monte daquelas coisas todas pra casa, chamado Papa, Pinga e Petisco. Sugestivo até dizer chega. Não fossem os nossos planos de dominação mundial mais importantes e rola até um xaveco básico.

Como se isso não fosse suficiente, num intervalo para um cigarrinho, fomos todos surpreendidos por uma banda espontânea de cornetas e bumbos, ou seja, trompete, tuba e trombone de vara e tambores e até uma mini bateria, a bombar Tim Maia e num duelo uns com os outros. Ora avançava a turma a bufar nas cornetas, ora avançava a turma dos bumbos e dos tambores. Acho que nesta altura do campeonato eles tocavam uma música que ou é do Pulp Fiction ou é de um dos filmes do Kusturika... Uma festa que só visto. Até o vizinho do andar de cima ter atirado uns dois ou três baldes de água que fez os músicos darem uns passinhos adiante e continuarem a festa.

Nós voltámos para o 16º andar de um edifício no Centrão da cidade, com vista para um minhocão vazio e São Paulo aos nossos pés, para continuarmos os nossos planos de dominação mundial no que ao cinema diz respeito.

Respiram-se ventos de mudança...

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