29.6.09

Solar do Unhão


O Solar do Unhão é mais ou menos assim e é lindo. Porque não há fotos que retratem o impacto que as coisas têm em nós. Era um antigo engenho de açúcar e hoje comporta, entre outras coisas, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, um cais privativo, o MAM da Bahia, cuja escada para o piso superior é por si só uma obra de arte, um bar lindo, lindo, sem música, as conversas rolam ao som das ondas. A parecer uma gruta, o arco manteve-se mas o ambiente é novo.

Estivemos no Solar durante o dia e de noite e não somos capazes de dizer do que gostámos mais. Se do marzão à nossa frente, se das cores vermelho e branco de todos os edifícios, conservados primorosamente, se de quê. De noite, os ciprestes e a luz suave que os ilumina, a eles e ao nosso caminho, o barulho do mar ao fundo e as luzinhas das casas da encosta tornam-no ainda mais encantador. Também tem um cinema e um espaço onde rola jazz todos os sábados, ao ar livre. Foi lá que estivemos e estivemos muito bem. Um som do cacete, uma banda que toca e convida músicos vários, para ir lá dar um ar da sua graça. Músicos bons, trompetistas melhores ainda, tudo quanto é instrumento, uma combinação de acordes fabulosa. Eles a gostar tanto quanto nós. Uma animação só. Para acabar, Billy Jean instrumental, o delírio da galera. Só sucesso! Estava com a esperança de que um DJ tomasse conta da coisa e virasse festão. O lugar presta-se a isso, as pessoas estavam com vontade. Não aconteceu. Nós estávamos animados e o Pelô esperava-nos, lotado. Do jazz pró forró, assim é Salvador.

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