18.5.09

A Telefónica

A telefónica, a maior empresa de telecomunicações brasileira, e única, sem verdadeira concorrência directa, o problema é esse, anda a brincar com a tropa vai pra mais de um mês.

Problemas de manutenção, todas as empresas de telecomunicações do mundo têm. A gente não tem é paciência pra pagar banda larga e ter banda podre. Página que não abre, lentidão, tais, durante mais de um mês.

Primeiro foram os hackers, depois o tempo, depois a central, depois a pqp... Notícias a dizer que estava tudo bem, segundo fonte oficial da telefónica, quando na verdade estava tudo mal, foram mato.

E o problema por solucionar.

Esta empresa, como qualquer empresa do mundo, tem os atendentes dos call centers que só servem para enervar ainda mais uma pessoa, como em qualquer lado do mundo.

Ora, a pessoa precisa de trabalhar, tem mais que fazer, precisa de net rápida porque a vidinha é assim mesmo, rápida, e ou nós somos rápidos ou somos devorados pelo rápido da esquina. Simples assim.

O que esta empresa faz, e não fazem todas, é enrolar as pessoas. Que é uma coisa pra nos deixar doentes, à beira da loucura. O que nos deixa verdadeiramente doentes é como é que uma empresa dá instruções deste tipo: enrola o cliente, que nos paga milhões e milhões e sem ele a gente não vive, o máximo que puderes. Mente, desliga o telefone na cara quando o cliente se passa do outro lado do fio, enrola, enrola, enrola, e o cliente que se lixe. Azar se perdeu dinheiro, azar se não pode trabalhar, azar. O que esta empresa faz, e não fazem todas, é não permitir que se converse com alguém que tenha cérebro, que seja capaz de resolver de facto o problema.

Pra calar o cliente, os meninos do call center dizem o que for preciso, inclusive que o técnico vai aí amanhã, Domingo, e querem que a gente acredite. Os meninos dizem inclusivamente que o técnico foi de facto a casa do cliente, domingo, e que fechou o processo porque o problema era de dentro de casa, e querem que a gente acredite. Mesmo sabendo previamente que o problema não era só da nossa casa como era, também, da casa do vizinho da frente, do lado, tais, e portanto não poderia ser um problema de dentro de casa. Não sabem quem é o técnico, não sabem porra nenhuma.

Hoje constatou-se que tinham simplesmente roubado um cabo lá da rua. Mas o menino, se for preciso, volta a repetir a mesma história.

Não faço ideia se tenho net em casa, dependo de favores, eu e mais não sei quantas pessoas. Pra se ser ressarcido dos prejuízos, temos de provar o prejuízo.

Problemas de manutenção, todas as empresas têm, informar o cliente sobre o que se passa de facto, não é pra qualquer um. Dizer simplesmente: o problema é nosso, não sabemos quanto tempo levaremos pra solucionar, demora tal tempo, tantas horas, é uma coisinha muito simples de se responder, evita chatices e a pessoa não tem vontade de mudar porque simplesmente existe respeito por quem lhes paga o pão.

Lugares com acesso wireless em São Paulo são muitos, muitos mesmo. A gente não tem de deixar de trabalhar porque a nossa rede está em manutenção. É só dizerem-me assim: prá semana tá resolvido, até lá, tenha paciência. Mas na semana seguinte está de facto resolvido, nós não nos sentimos tão otários, e conseguimos resolver a nossa vidinha, que é o que de facto importa.

A Net, outra empresa que presta o mesmo serviço, sem nos obrigar a falar com atendentes, informa simplesmente: os bairros tal e tal estarão sem serviço até às 8 da noite. Não nos obriga a gastar uma fortuna em telefone, a sermos acometidos por ataques de nervos, tais, e, depois das 8 da noite, a net funciona e toda a gente é feliz.

O problema não é dos brasileiros, o problema é das pessoas, sejam elas de que nacionalidade forem, e as pessoas responsáveis pela telefónica têm sérios problemas.

Concorrência JÁ!

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