17.4.09

E tal...

O Adilson, Anderson, Adelson..., que vive cá em baixo, nos cafundós do salão, o tal que tem a varanda da casa das primas de Prado, onde os pombos esvoaçam e grunhem, ou lá o que é que eles fazem, bebe que nem um gambá mas só de noite e é apaixonado pla empregada da vizinha do lado. Trabalha pró bairro inteiro e diz que amanhã me arranja a resistência do chuveiro que diz que queimou e me fez tremer de frio logo pla manhã. O Anderson, Adilson, coiso... Bebe que nem um gambá mas diz, a Sílvia, que ele não fala comigo, só olha, sorri e diz que sim, mesmo que não lhe pergunte nada, diz a Sílvia que hoje não vai beber, ele, não a Sílvia..., porque a empregada da vizinha não gosta. Ela não lhe liga puto, a empregada de quem ele gosta, ele não bebe por causa dela. É bonito, o Amor.

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