7.1.20

Lisbon Sunset, from a room with a view*

Another day in Lisbon 
People down there and me here, at the terrace, in silence, over the city. Which drums and horns down below.

At a certain point, only human eye can capture it.

The sun sinking behind the bridge. A reversed vortex of light from orange to yellow mingling into the light blue. The clouds follow the degradé of colours into the still whitish blue.
As if it has been drawn.

And now, it changes very fast, purple is the first colour resisting behind the bridge, down in the valley. It is beautiful. They should have sent a poet, says Judy Foster, in: Contact.
One of the movies of my life.
We can see the yellow turning into light green blending in the light blue sky. A ray of golden light crosses the air. A plane.
Man’s work ripping nature.
And you can hear the bells ringing shyly every quarter of an hour. The sky still resists keeping all colours, and the city lightens its own lamps. Like stars sparkling amongst humans.
Out of the purple comes the red, colour of the earth red; orange, light yellow, light green, and the blue getting darker and darker.

On the other bank of the river, Cristo Rei erupts, man’s work, disguised as Jesus, the saviour, a ray of light coming from within Him.

The red bridge, once Salazar now 25th of April, forms two triangles, just like the golden gate in SF. The edges of the triangles touching the thin line separating the purple from the dark red, and the lines of the triangle sparkling with golden little stars.
Or maybe it is just Christmas dismissed lights...
The sky is black but not enough to see the stars, only the lights coming from the city, at our feet.

*Thank you for inspiring, the absence of your eyes made me describe it to you. I’ll make one more article about of Lisbon of it.

23.11.19

Nó Celta

Símbolo celta para a Eternal life - que me atraiu sem lhe conhecer o significado, ao ponto de ignorar que dizia julho.
Mas não de me passar ao lado a palavra rubi. 
Sinal de símbolo inconsciente constelado na consciência.
 
O mesmo símbolo ficou-me atravessado numa pregadeira que eles usam nos lenços. Não aquela dos kilts, linda, que deixa um pouco de tecido preso e a ver-se, que usam perto do ombro.
É uma de pescoço.
Um nó celta que me prendeu os olhos. Sendo que papai tem com certeza ascendência celta. O inconsciente coletivo não perdoa.
Muito menos brinca em serviço.
A minha cara. Para substituir a estrela vermelha que o meu bff insiste em dizer que é coisa de comuna.
 
Malditos os que se apropriam de símbolo universais e fazem deles seus. 

 

Escócia - Jornada do Herói

Quando o Kev me disse que tinha ido ao Japão para ver a Escócia jogar, de propósito e só para isso, lembro-me de ter pensado: o que estes malucos não fazem pela bola...
Para partir para a jornada do herói, o ego precisa de um motivo, um objetivo concreto. Algo suficientemente forte que o convença a sair de casa.

E que ele entenda, aceite, ou não vai...
Para comprar o bilhete, ir até ao aeroporto e passar a porta de embarque. O Self, embora seja o vento que enfuna a vela, não chega. Mantém-nos nela, até ao fim, se conseguirmos ouvi-lo, sentir a presença de algo mais forte, inexplicável e irrecusável.
Mas é o ego que dá o passo decisivo
A minha desculpa para vir e ter viajado tanto por aqui, com tempo e sem obrigações coletivas, foi o Outlander, o Jamie.
Mas o que sinto quando leio os livros e vejo a série é bem mais profundo. Como o é a história dos dois. E a relação que constroem.
Por isso fui a Ayr hoje.
O porto de onde Bree vê Frank, já morto, abençoando-a na jornada. O mesmo de onde Roger parte para ir ao encontro dela. 
 Jornada essa que, por mais ameaçadora que seja, é para nós, está à nossa espera e nós temos condições para a cumprir. 
É a cabeça que nos ilude o tempo todo.
O corpo, o que vai além do intelecto e do pensamento, nunca nos mente. Nunca... Sem a interferência do ego controlador, ele sabe o que fazer. Para onde ir. O que lhe faz bem e o que lhe faz mal.

Dunure também é o porto de onde partem Jamie e Claire para a Jamaica.
Também é aqui que Jamie e Claire vêem o jovem Ian nadar até às ilhas Silkie. E onde Jamie havia ido antes, quando fugiu de Ardsmuir na esperança de encontrar Claire...

17.11.19

Glasgow


Podia bem ser a capital da Escócia, apesar de Edimburgo a representar melhor. As pessoas são apressadas, como em qualquer capital europeia, os edifícios antigos, mas também modernos, do século 20, pelo menos.

 A Catedral e a Necrópole são imperdíveis, bem como a Universidade, que têm inúmeros edifícios espalhados pela cidade, uns antigos como ela, outros mais recentes.


E o Kelvingrove Park, claro.

Repetimo-nos, é inevitável.

Água, Glasgow tem água em quantidades aceitáveis.

Orientava-me melhor lá do que em Edimburgo. Apesar de ser fácil em ambas. Glasgow é mais aberta, mais ampla. Edimburgo com mais colinas.

Sensação de já ter estudado ali, vivido ali por um período de tempo. Tudo era familiar, apesar de deslumbrante, ao mesmo tempo.

As ruas de pedestres largas e com todas as marcas de lojas decentes do mundo, todas, vivem cheias de gente e, ao fim da tarde, dá gosto ver a animação das pessoas, apesar do frio.

Também adorei a estação Central de Glasgow.

Estava muito bem localizada, mas aproveitei o metro, para não perder muito tempo, pois ficaria apenas uma noite e dois dias.

Como já disse, o metro parece de Hobbits. Um charme.

E Glasgow muito urbana. Eddie mais artística, talvez. Adorei.

Ficou a faltar muita coisa, inclusive Outlander locations. Mas, da próxima vez, o voo é para Glasgow...

16.11.19

Na Necrópole

É a conexão com, e a rendição a,  algo maior do que eu, atemporal, que me comove, sempre.

 

O bom de viajar sozinha é não me sentir obrigada a falar ou a ouvir o tempo todo. O mau é não ter ninguém que nos tire fotos... Falar afasta-nos da conexão. É uma necessidade do ego de retomar o controlo que perdeu com a conexão maior. 


Que não quero perder, nem por um segundo. 

 

Já não tenho medo de caminhar entre os mortos. E faço-o, sem direção ou objetivo, deixando-me guiar por algo que não controlo. Sem pressa, olhando os nomes cravados na pedra, para sempre. Talvez numa tentativa vã de os manter aqui, pelos que cá ficam. Com a consciência plena de que todas aquelas almas são livres, agora. Por terem vivido as suas vidas da melhor forma que puderam e souberam. Guiadas pelos deuses, a vontade, o instinto, o arquétipo. 


Invejo-lhes a ausência de corpo e a presença de espírito.

 

Depois de Jamie ser açoitado duas vezes no espaço de um dia, quase morre às mãos de Black Jack Randall, mas em momento algum cede ao seu carrasco, sem nunca vergar nem mesmo chorar, há um médico que, encarregue de lhe cuidar das feridas, lhe diz: não está aqui ninguém, podes chorar.

 

Na necrópole de Glasgow, ao lado da catedral que serviu de hopital des anges em outlander, choro os mortos dos outros. E os meus, um bocadinho, aproveitando que aqui, onde deixaram os seus ossos, estão mais pertinho do céu.

 

A necrópole fica numa elevação do terreno, acima inclusive da catedral.

10.11.19

Escócia e as Papoulas Vermelhas

Em várias lapelas se vêem papoulas vermelhas, quer em jornalistas a apresentar o jornal da noite, quer em atores a receber os BAFTA Scotland.

Vi várias em Glasgow

São uma homenagem às vítimas da guerra.

Este artigo explica tudo. Inclusive a diferença entre as papoulas britânicas e as escocesas em particular.

All poppies in Scotland are made by veterans with disabilities in a factory in Edinburgh.

9.11.19

Glasgow e Eddie

Quando vinha de Inverness para Edimburgo, um moço escocês, pai de dois rapazes, homem de família, sentou-se ao meu lado no busão.

Falámos um bom bocado e uma das perguntas que lhe fiz foi porque era Edimburgo a capital e não Glasgow, que é muito maior. 

Ele falou não sei se numa regra, recomendação, lei, que nada poderia elevar-se acima do Castelo de Edimburgo e ofuscá-lo. 

Glasgow é de facto diferente.

Embora mantenha edifícios antiquíssimos e igualmente lindos, tem prédios altos. As pessoas são apressadas como em qualquer capital. E como não o são em Eddie.

Tem metro. Embora parece de bonecas, para hobbits. É mínimo e muito baixinho.

Tem uma universidade antiquíssima, também ela palco de algumas cenas de Outlander. Linda... Que sonho, estudar ali...


Com o Kevingrove Park ali ao lado... 

Mas Glasgow merece um texto só 


E a capital da Escócia está muito bem entregue a Edimburgo.

Lallybroch

Lallybroch...  Feels like home... Mágico

Como chegar a casa. Muito emocionante rever os cenários na cabeça e estar ali, no espaço de tanta emoção. O meu lugar preferido da Outlander Tour, com a Edinburgh Black Cab Tours. O mais excitante, pelo menos. O mais emocionante foi o do do fantasma do Jamie.

E rever é viver. É muito emocionante ver daqui a emoção sentida lá. E ver a série e saber que já lá estivemos. O que é real e existe de verdade e o que é magia do cinema e da TV. Ainda mais mágico. Saber que também pisámos aquele chão, o mesmo onde Jamie quase caiu, depois da barbaridade cometida por Black Jack Randall nas suas costas.  

Thrilling, I would say... Só faltou mesmo tropeçar no Sam Heughan em West End... 

And me, waiting for Jamie...

4.11.19

Inverness e Terras Altas

A viagem de comboio de Edimburgo até Inverness, três horas e meia, onde vim quase exclusivamente para ir ao campo de batalha de Culloden, é um deleite para a vista.

Meu Deus, como as Terras Altas são lindas...

Vim o tempo todo a ler. Esperei o dia 22 de outubro para começar The Voyager (em papel), o terceiro de Outlander. O bom da série é que só precisamos de levar um livro. Pequeno mas compacto. E pesadinho. 1000 e tal páginas dão conta de uma viagenzinha de 10 dias.

Devo ter lido umas 400...

Mas, de vez em quando, o olhar escapava-me para a janela e acho que até falava alto. De uma beleza... Na Escócia, até a natureza é organizada. Não havia uma folha fora do lugar. Apesar de as haver por todo o lado, o Outono na Escócia é dos mais bonitos do mundo, de certeza. Um silêncio, uma paz quase beatífica.

Divina mesmo, eu diria.

A neve no topo das montanhas é como a cereja no topo do bolo. Igualmente inatingível. 
E, claro, ovelhas em todo o lado. Três para cada escocês, como não nos cansamos de lembrar.

O cottage cheese deles é uma merda, though... Tenho-me regalado com requeijão de Seia, morangos e mel. A minha fronte de proteína e vitaminas matinal. 

A sensação de paz que me invadiu depois de Culloden vai além de tudo. Como se não tivesse corpo. Uma leveza tal que quase poderia voar... 

Inverness é antiga, como é Edimburgo, apesar da parte nova desta. Um encanto. 
Aqui do alto do castelo de Inverness, com o rio Ness aos meus pés, onde me sentei um bocadinho, parece até que as costas deixaram de doer.

Os Fraser estão em todo o lado e too much of good whiskey is barely enough...

Leoch

Castle Leoch, também conhecido como os domínios do clã MacKenzie. 
Aqui foram filmadas várias cenas. A de Claire, no que parecia o topo de umas escadas, acabadinha de chegar. Antes do primeiro encontro com Jamie, nos estábulos onde lhe leva o almoço; As cenas de chegada de todos, onde encontram Mrs Fitzz e, no mesmo átrio, onde Dougal treina as artes da espada com o “sobrinho”; 

e a cozinha de Mrs Fitzz, onde Claire vai buscar coisas para cuidar da ferida de Jamie. E onde Mrs Fitzz lhe oferece uma taça de parrrrrridge e Claire, de forma educada mas não conseguindo deixar de evitar um esgar de nojo, declina.

O melhor desta localização, onde também foi filmado Monty Python and the Holy Grail, é que se optarmos pela versão áudio da visita, o Sam Heughan, Jamie Fraser, para os hereges, fala das partes do castelo usadas em Outlander. E conta algumas curiosidades sobre como as coisas acontecem. E o que foi preciso trazer para tornar tudo o mais realista possível, tipo quilos e quilos de lama... 

Também nos fala sobre a experiência de aprender gaélico. 

Foram as libras melhor gastas da minha vida. Parece que o Jamie está a falar-nos ao ouvido. Com aquela voz, fazendo as pausas certas, nos momentos oportunos, como se nos contasse uma história e a voz dele nos fizesse viajar para lá. Êxtase absoluto... O dinheiro angariado pelas visitas é usado para a recuperação do castelo, cujo pátio está cheio de andaimes. 

Os jardins em volta, imensos, bem cuidados, são uma brisa de ar fresco direto na alma.